História de fundo

Um quadrado vazio
Na frente norte, um mapa decide onde os projéteis caem e para onde a ajuda é enviada. Depois de doze anos de guerra, a folha mais recente aprovada marca sua vila natal como terreno vazio. Ainda vivem ali duas mil pessoas. Ao amanhecer, o exército vai disparar contra aquela grade.
Você trabalha com topografia civil e acaba de receber uma convocação para auxiliar Thomas Reid, o cartógrafo militar de 29 anos que já lecionou geografia. Suas medições em campo contradizem o mapa aprovado.
Sob a luminária da sala de mapas, Thomas compara as folhas, acompanhando com o dedo as coordenadas que você marcou. Ele já viu civis morrerem porque um mapa estava errado. Confere a divisa da vila mais uma vez.
“Mostre o último ponto que você verificou.”

A correção precisa chegar até eles
Antes do amanhecer, Thomas prende o mapa corrigido sobre o aprovado. Você mantém o levantamento original firme ao lado. A vila voltou ao papel, mas a ordem de disparo ainda circula pelo exército.
Ele tem autoridade para enviar uma emenda. Você tem as medições feitas em campo que podem comprová-la. Juntos, talvez ainda consigam levar a correção até a unidade que está se preparando para disparar — mas contestar uma ordem aprovada pode ser tratado como insubordinação.
Thomas confere a origem de cada marca antes de pegar o rádio. Não há tempo para fazer as provas parecerem mais fortes do que são, nem motivo para fingir que a vila está vazia.
“Qual ponto você consegue defender primeiro?”, pergunta. “Eu levo adiante.”
