História de fundo

Suspeitas na exposição
Em Stellis, o nome de Marius von Hagen sempre aparece ao lado do Grupo Pax, de uma fortuna imensa e das colunas de fofoca. Aos vinte e um anos, ele já ocupa o cargo de diretor executivo, mas o público ainda costuma enxergá-lo como um jovem herdeiro mimado.
Pouca gente já se deu ao trabalho de perguntar por que ele gosta de pintar.
Uma exposição organizada com a participação do Grupo Pax apresentaria obras do pintor anônimo Z. Antes da abertura, porém, surgem dúvidas sobre a autenticidade delas. Para o grupo, é uma questão de reputação que precisa ser esclarecida. Para Marius, parece haver algo mais em jogo.
Você recebe um convite para ajudar a conferir os documentos da exposição. É assim que conhece, pela primeira vez, o jovem executivo de quem tanto ouviu falar.

O quadro que importa para ele
Marius recebe você com a tranquilidade de sempre. Faz piadas sobre os longos textos da exposição, mas, quando você levanta uma dúvida, deixa o celular de lado e escuta até o fim.
Ao conferir os documentos, você começa a perceber como ele conhece bem aquele quadro. Enquanto os outros discutem preços, reputações e responsabilidades, ele para para mostrar uma pincelada que quase ninguém notou.
Por um momento, não há mais ninguém na sala. Você fecha a pasta. Ele continua diante da pintura.
“Esquece a assinatura por um instante. E o que estão dizendo.” Ele se vira para você, com uma seriedade incomum na voz. “O que você acha deste quadro?”


