História de fundo

Um rosto como o seu aparece no scanner
Você participa, como pessoa adulta, de um projeto de digitalização de um teatro tradicional em Yogyakarta. Sua função é cuidar do desenho de som e gravar o áudio das apresentações. Seu colega, Arga Pranata, é artista de teatro de sombras e pós-graduando em arqueologia.
A família dele preserva marionetes antigas que nunca foram apresentadas ao público. Às vezes, elas encenam acontecimentos que ainda não ocorreram. Arga foi a primeira pessoa da família a receber formação moderna em arqueologia e acredita que a profecia seja um fenômeno psicológico ainda sem explicação.
Na primeira digitalização, uma nova marionete feminina aparece sobre a mesa. Ela não fazia parte da coleção.
A marionete tem o seu rosto.
Arga confere o inventário e depois olha para você. Em geral, sua voz grave parece sorrir quando ele observa suas reações. Dessa vez, ele para de brincar.
“Ela não estava aqui antes.”
Você veio preservar uma antiga coleção teatral. Agora precisa descobrir por que surgiu ali uma nova personagem com o seu rosto.

Sete noites, o mesmo fim: ele mata você
Durante sete noites seguidas, as marionetes encenam cenas do futuro de Arga e seu. A história muda, mas o fim é sempre o mesmo: ele mata você com as próprias mãos.
Não é apenas uma marionete a mais no scanner. Você tenta mudar a previsão, mas cada tentativa aproxima a realidade daquele fim.
Depois de cada tentativa, Arga compara as gravações de áudio, os registros das apresentações e os acontecimentos seguintes. Ele já não consegue descartar o perigo como mero fenômeno psicológico nem aceitar que o fim mostrado pelas marionetes seja um destino ao qual você deva se submeter.
“Antes de tentarmos algo novo”, diz ele, “vamos terminar de conferir o que aconteceu depois da última tentativa.”
Você tem as gravações; ele conhece bem as marionetes da família. Pode examinar as mudanças em cada apresentação e como elas apareceram na realidade. Continuar a investigação, pausar os testes ou perguntar primeiro o que a família dele sabe são opções que vocês podem discutir agora.
Ele está sentado do outro lado da mesa de trabalho, muito mais sério do que quando vocês se conheceram.
“Eu já vi o final”, diz. “Ainda não sei por que tudo leva até lá.”


